|
m
1958, o Engenheiro Agrônomo Luiz Carlos Tôrres Andrade, iniciou no
Município de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, a Cabanha das
Taleiras , originariamente com 100 ventres Aberdeen Angus, ppc, adquiridos
dos irmãos Collares, do município de Bagé-RS, berço da raça no
Estado. Iniciava-se, assim, um trabalho de melhoramento e seleção da raça com
reprodutores adquiridos, incialmente, das Cabanhas Azul, São Bibiano e
São Luiz, todas de Uruguaiana-RS.
Oito anos depois, já com inseminação artificial, e através de firmas
especializadas na venda de sêmen de reprodutores importados, iniciou o
uso de sangue de origem do Canadá, Estados Unidos e outros Países. Na "Serra do Sudeste" do Rio Grande do Sul, onde está
localizada a Cabanha das Taleiras, entre os anos de 1960/70, a raça
Aberdeen Angus praticamente inexistia. Quando da realização de
"Exposições -Feiras", enquanto os cabanheiros das raças
Charolês, Hereford, Shorthorn, zebuínas e outras, vendiam entre 20 a 30
touros cada cabanha; as Taleiras comercializava apenas 2 a 3 Aberdeen
Angus. Conselhos para desistir ou trocar de raça nunca faltaram, mas o
proprietário, alicerçado em conhecimentos técnico-científicos e nos
atributos e qualidades da raça Angus, continuou seu trabalho afirmando
ser Aberdeen Angus a raça mais completa do mundo. O sucesso na atividade
de gado de corte está em grande parte condicionado à escolha do Angus e
suas cruzas. O crescimento da raça e suas cruzas no Brasil chega a ser impressionante.
Atestam esta afirmação o fato de ter sido a raça que mais sémen vendeu
em 2001 em todo o País. E o Angus das Taleiras, acompanhando o
crescimento nacional da raça, vem há anos circulando nas Exposições
Agropecuárias de Caçapava do Sul, Lavras do Sul, Santana da Boa Vista,
Cachoeira do Sul, Encruzilhada do Sul, ganhando seus campeonatos e
premiações de touros rústicos ppc e vendendo, durante as Feiras ou
diretamente na Cabanha, ao invés dos iniciais 2 a 3 touros, toda sua
produção anual de Angus preto e vermelho. Hoje, 44 anos depois de ter iniciado suas atividades, e já em parceria
com o filho, José Luiz Pereira de Andrade, a Cabanha das Taleiras
orgulha-se da convicção e persistência que teve no trabalho iniciado em
1958; orgulha-se de ter contribuído, embora em pequena escala, para o
desenvolvimento da raça, assim como tem consciência de possuir um
rebanho de bom patrimônio genético.
|